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Eu estou tentando deixar de ser esquecida, mas as vezes eu me esqueço que estou tentando isso. Agora mesmo, tinha um trabalho pra apresentar hoje, e eu sequer me lembrava que tinha que fazer isso. Antes de entrar na sala a minha colega de equipe me lembrou... e eu fiquei com tanta vergonha que nem entrei na sala, corria o risco da professora me chamar para a presentar e eu dizer: "Que trabalho?" Ninguém merece!

- Postado por: Elizabeth Maia às 18h56
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Olha o que o amor me faz...

Pessoas, por favor, me perdoem, mas há dias que eu estou com essa música na cabeça. Hoje de manhã, até dormindo no ônibus, eu sonhava e essa música era o “fundo musical” da minha cabeça... Quem me conhece sabe que eu não sou assim. Cheguei no meu trabalho, e uma das primeiras coisas que fiz foi colocar na Rádio Uol para ouvi-la... quem sabe assim eu a “exorcizo” da minha mente... hehehehe

 

Eu penso que sei o por quê essa música surgiu... Ela lembra um pouco a minha adolescência, lembra a primeira vez que eu fiquei realmente apaixonada. Lembra meu primeiro amor. E eu o reencontrei há algumas semanas, depois de muuuuitos anos. É apenas uma lembrança. Só isso.

 

Sandy & Junior

Olha O Que O Amor Me Faz

Meu coração bate ligeiramente apertado
Ligeiramente machucado
Caiu tão fundo nessa emoção

Primeira vez que o amor bateu de frente comigo
Antes era só um amigo
Agora mudou tudo de vez

Será que você sente tudo o que eu sinto por você?
Será que é amor?
Tá tão difícil de esconder

REFRÃO:
Oh, oh, olha o que o amor te faz
Te deixa sem saber como agir
Oh, oh, quando ele te pegar
Não tem pra onde você fugir
Oh, oh, olha o que o amor me faz
Fiquei tão boba, fiquei assim
Oh, oh, nada será capaz
De apagar esse amor em mim!!!

letras.mus.br
Esta letra foi retirada do site www.letras.mus.br

 



- Postado por: Elizabeth Maia às 08h08
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Eu amo o Paulo. De verdade. E não tenho palavras pra dizer o quanto isso é verdade na minha vida. Sei que isso é bem clichê e que todo mundo já disse isso pra todo mundo, mas o Paulo é uma pessoa que realmente fez diferença na minha vida. Mais do que um companheiro, ele é alguém pra ser guardado eternamente no lugar mais agradável do meu coração, bem pertinho de Jesus e dos meus pais maravilhosos. Ele é daquelas pessoas que entram devagarinho na vida da gente e vão se instalando. Ele me conquistou pra sempre com esse jeitinho tímido e meigo. Ele só tem tamanho... mas as vezes tenho a impressão que o coração dele é do tamanho do corpo... porque ele é muito amoroso, amável, companheirão para todas as horas. Ele é o meu amor, o meu eterno amor.



- Postado por: Elizabeth Maia às 19h39
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Almoço do dia dos “sei lá o quê!” (afinal tudo era motivo para estarmos juntos) na casa da vovó, cena clássica: as primas reunidas, as tias gordas gargalhando, os tios rabugentos falando de igreja, aquele vatapá no fogão... Tem coisa mais “Família Maia” do que isso?

 

As primas raramente brigavam, mas quando acontecia, dividiam-se, quase sempre, em dois grupos, divididos pelo fator “idade”: as pirralhas (Alessandra, Elisa e Jemima) e as mais pirralhas ainda (eu, Querzia e Letícia - as vezes a Carol também, mas, essa daí é que era pirralha mesmo)... As tias gordas já não brigavam mais. Os tios rabugentos? Era uma briga só... Afinal de contas o tema deles era sempre o mesmo. E era sempre polêmico.

 

Eu ainda sinto o gosto do vatapá (às vezes com frango, às vezes com peixe, mas sempre aquele gosto de “passou do ponto, só um pouquinho”). Ainda ouço as risadas das tias e sinto o calor das discussões dos tios, mas não estou mais lá.

 

As primas cresceram, casaram e mudaram, como alguém imaginou que aconteceria. As tias continuam gordas, a discussão ainda é a mesma. Você ainda se lembra?

 

Eu tenho curiosidade de saber como será quando eu for a vovó... Ou mais cedo, quero saber se eu serei uma “tia gorda da risada alta”.  Quem serão as “primas” da minha descendência?

 

Um beijo.



- Postado por: Elizabeth Maia às 10h34
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Na falta de um template melhorzinho... vai esse mesmo... Depois eu procuro um mais legal... Bom dia para todos. E um beijo grande.



- Postado por: Elizabeth Maia às 10h39
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Eu sei... meu template deu pala...

Como eu gosto muito dele, vou esperar pra ver se a dona toma alguma providencia... Se não der um jeito, daqui há no máximo dois dias eu troco o layout.

Beijos!



- Postado por: Elizabeth Maia às 09h58
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Eu enrolo, enrolo, enrolo, e quanto mais eu enrolo mais devagar a hora passa... Ou não passa... Ou as duas coisas... Já sentiu isso? Já ficou sem nada pra fazer, com a barriga roncando, esperando a hora do almoço chegar.. e ela não chega?! Eu estou nessa situação hoje.

 

Fome, muita fome...

 

Tédio, muito tédio...

 

TPM, sem comentários...

 

 



- Postado por: Elizabeth Maia às 11h27
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Cá estou eu, de novo, em vias de mudança de residência... Pois é, depois de um ano e dez meses sem mudar de casa, começa tudo de novo. A minha sorte é que achei um apartamento bacana um dia depois do aviso de "temos que desocupar o apartamento"... Vou morar num lugar bacana, perto da UnB e do trabalho, num prédio bem localizado, novinho, ao lado de um parque legal... Deus cuidou de tudo, inclusive da vontade que eu sempre tive de dar uma malhadinha. Sempre foi assim: quando eu tenho tempo, não tenho grana, e quando eu tenho grana, não tenho tempo. O prédio que eu vou morar tem até uma área coletiva de fitness... ou seja, qualquer horinha que eu tiver eu posso dar uma malhadinha sem sair do prédio. Bacana né? Estou feliz por isso... tem um tempinho já que eu quero mudar de casa, e Deus providenciou tudo bem a tempo.

No mais, está tudo em paz: continuo firme na UnB, apesar do sono que insiste em não passar, apesar do corpo ainda não ter se acostumado a ralar tanto... No trabalho as coisas continuam iguais...

Meu amor vai bem, obrigada!

Um beijo. 



- Postado por: Elizabeth Maia às 17h44
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Brasília, 01 de maio de 2006.

 

23:05

Constantemente encontro pessoas que, ao saberem da minha história, do meu passado, me perguntam coisas que eu tento saber a resposta e explicar para mim mesma: “Por que você resolveu sair da sua casa, mudar de cidade?”; a segunda pergunta ‘clássica’ é esta: “Por que você abandonou o curso de música?”. Parecia tão óbvio que eu seguiria esta carreira, não é?

 

Minha família sempre foi maravilhosa. Tínhamos problemas, ainda os temos, mas, acho que isso faz da minha família uma instituição ainda mais maravilhosa: o fato de termos problemas e sermos uma boa família até hoje. Nunca tive problemas, nunca fui uma desajustada, rebelde contra meus pais, sempre tive o necessário em amor e suprimento, meus pais sempre foram presentes e eu via que eles faziam o mais que possível para nos dar o melhor, o que eles não tiveram pra eles... Os dois foram e são até hoje heróis, lutadores; deram-nos uma infância maravilhosa. Quer saber por que eu resolvi sair de casa? Eu não sei se sempre fui ambiciosa, mas eu sabia que, por mais que meus pais se esforçassem, eu não teria tudo que almejava, e o pior, sabia que não dependia mais deles, sabia que eles ficariam velhos, não iam lutar todas as minhas causas e principalmente, eu sabia que não ia poder culpá-los caso o meu “futuro brilhante” saísse diferente do que eu tinha imaginado. Aliás, isso é outro ponto que quero analisar: eu sabia que queria ir longe, mas não sabia o que esse “longe” significava. Eu sabia que teria um futuro grande, mas eu não fazia idéia do que eu exatamente esperava de mim mesma. Eu tinha algumas certezas:

 

1.      Se eu ficasse em Manaus, muito cedo eu ia arrumar um “maridinho” qualquer (e eu sempre fui “namoradeira”, ia fazer merda logo!), ia ter um “empreguinho” qualquer e a única coisa grande que eu ia ser é uma grande frustrada (!);

2.      Sempre quis ser importante, referencial em alguma coisa. Eu sabia que em Manaus a minha visão de futuro era tão limitada que eu não conseguia sequer visualizar, ter expectativas. Hoje eu entendi o que é ser grande, mas isso é tema para um outro post, e eu precisei sair de casa para entender isso;

3.      Eu sentia que era parte de alguma coisa muito grande, sabia que Deus não teria permitido que eu nascesse se Ele não tivesse um papel pra eu cumprir, sentia que não seria em Manaus que eu assumiria esse papel. Na verdade, eu acredito nisso até hoje: eu sei que a minha posição geográfica é fundamental para o cumprimento dessa loucura maior da qual eu farei parte (não me pergunte o que isso significa, eu só sei que sinto isso muito forte no meu coração);

 

Não falei antes mas vou falar agora: eu estudei música desde 1988 até 2003, quando eu decidi abandonar a faculdade de música para estudar outra coisa. A resposta de uma pergunta está intimamente ligada aos esclarecimentos dados para a outra. Quero registrar isto para que, na próxima vez que alguém vier perguntar, direi para ler meu blog.

 

Agora são 23:33, terei que acordar cedo amanhã. Talvez termine este post amanhã. Talvez. Quem sabe?

 

CONTINUA NO POST ABAIXO



- Postado por: Elizabeth Maia às 13h57
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Brasília, 02 de maio de 2006.

 

15:02

Precisei reler tudo o que escrevi para tentar entrar “no espírito” do texto, da idéia original.

 

Acho que podemos resumir a resposta da primeira pergunta na seguinte frase: eu queria ser livre pra sonhar, escolher e escrever o meu futuro com minhas próprias mãos. Eu queria fazer coisas novas, experimentar novos horizontes, sensações, conhecer pessoas novas, e principalmente, ter maiores perspectivas de futuro.

Eu precisava de um motivo, uma razão de viver fora de casa, uma justificativa plausível para convencer meus pais à, não somente permitirem, mas, me abençoarem e me manterem financeiramente numa cidade estranha. Como eu estudei música desde os 6 anos (na época da ‘grande decisão’ eu tinha 17!) percebi que seria relativamente fácil passar em um vestibular para música, e que seria o argumento perfeito, afinal de contas, em Manaus não havia faculdade de música. É bem verdade que eu tinha mesmo vontade de fazer faculdade de música. Não que isso fosse o sonho da minha vida; eu não conseguia me ver fazendo nada diferente disso porque eu não conhecia nada além disso, na vida, de verdade! Sabe aquele papo de que “não há opção sem informação”? Se aplicava perfeitamente na situação que eu estava vivendo. Enfim, decidi estudar música.

 

Bem, acho que a resposta da primeira pergunta termina aqui, e começa então a segunda fase...

 

No início, assim que eu comecei a escutar as conversas na sala do meu querido e eterno professor Cláudio Abrantes, vi que haviam duas possibilidades interessantes: cursar em Campinas (idéia que eu logo descartei porque eu não conhecia ninguém nesta cidade e eu não seria tão corajosa assim a ponto de me mudar para um lugar totalmente estranho) ou então em Brasília (o que não era tão atraente assim, afinal de contas era – e é ainda hoje – um curso erudito, mas tinha um “pró”: meu tio morava aqui com a família,  eu poderia ficar na casa dele por uns tempos).  O fato de ter um tio em Brasília foi determinante na decisão, afinal, eu nunca tive talento para ser hippie e não queria enfrentar albergues, “casas de estudantes” e etc. Em 12 de março de 2000 eu cheguei a Brasília, com poucas roupas, alguns livros, muitas partituras, a minha flauta, e a minha cabeça cheia de medo e expectativas.

 

Estudei muito pra conseguir passar no vestibular. Conhecia poucas pessoas, saia pouco, não atendia ao telefone, não curtia TV... De certa forma, esta etapa foi fácil porque eu usava o estudo como uma válvula de escape para o medo, a saudade, a ociosidade. Eu era um bicho do mato perdido no meio da cidade grande (pelo menos era essa a lente que eu usava pra ver o que eu hoje chamo de “cidade provinciana”). Mas é assim mesmo, sempre chega uma hora que o lugar coloca um “teto” para os nossos sonhos, e agora eu vejo que minha permanência em Brasília está na capacidade de administrar a altura desse “teto”. 

 

O primeiro vestibular da minha vida foi esse: uma grande cidade, uma universidade bem conceituada, um mix do mundo em alguns quilômetros quadrados. Quem sai de Manaus se assombra com as tribos urbanas, e isso aconteceu comigo. Eu passei de primeira. Fiquei eufórica, mas minha euforia terminou logo nas primeiras semanas de aula do curso.

 

CONTINUA NO POST ABAIXO



- Postado por: Elizabeth Maia às 13h57
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Brasília, 03 de maio de 2006.

 

13:43

Logo nas primeiras aulas eu sento que na deveria estar ali. Na sei o motivo mas, eu não deveria estar ali. Não gostei do “clima”, não gostei do local, nem das pessoas, muito menos dos professores. Não gostei de nada. Foi “frustração à primeira vista”!

 

 

Brasília, 05 de maio de 2006.

 

14:30

Não vou detalhar a situação porque, simplesmente, não vem ao caso. Sabia que eu poderia conseguir algo melhor e, enquanto eu não sabia o que eu queria, continuava por ali mesmo, só pra não ficar em casa “coçando” e o meu ego não ficar me jogando na cara que meu pai estava me sustentando pra eu fazer turismo. Comecei a cursar disciplinas do curso de jornalismo e psicologia. Fiz vestibular pra psicologia e não passei (ainda bem, porque eu não tenho o menor perfil).



- Postado por: Elizabeth Maia às 13h56
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Estou terminando de escrever um post sobre as duas perguntas que eu mais escuto sobre a minha vida. Como é um assunto delicado, o texto tá ficando imenso. Aguarde!

Ah! Só a título de curiosidade, a terceira pergunta que eu mais escuto é: "Por que você muda tanto o seu cabelo?" Depois que eu tirei o rasta, no final de fevereiro, dia 24/04 eu pintei (de chocolate) e fiz umas discretas mechas claras, um dourado meio cobre... Dia 28/04 eu resolvi cortar as pontinhas e escovar; o chato é que a cabeleireira se empolgou e deixou meu cabelo "megacurto" de novo... Resultado: oito meses de "sangue, suor e lágrimas" esperando e estimulando o crescimento dos meus belos fios... jogados literalmente na lata do lixo de um salãozinho qualquer.

O que me deixou mais chateada é que eu cortei meu cabelo com a mesma pessoa que está cuidando dele há quase um ano. Acho que a tadinha estava num mau dia...

Que pena...

Hora do lanchinho...



- Postado por: Elizabeth Maia às 14h21
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